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| CREA-AM: uma história comprometida com o desenvolvimento do estado do Amazonas | ![]() |
![]() Em 1974, quando foi criado, o Conselho era formado por aproximadamente 300 profissionais registrados. Naquela época, funcionava em Manaus apenas um escritório e, posteriormente, uma inspetoria ligada ao CREA do Pará, juntamente com os antigos territórios do Acre, Amapá, Rondônia e Roraima. Todos os registros, vistos e demais procedimentos burocráticos eram centralizados em Belém, o que exigia dos profissionais do Amazonas muitas viagens até a capital paraense. A Zona Franca de Manaus estava em pleno desenvolvimento e abria um próspero mercado de trabalho na área tecnológica: engenheiros de todas as modalidades, arquitetos, técnicos industriais de todas as regiões brasileiras. Entretanto, abria-se espaço para muitos leigos atuarem como profissionais habilitados, uma vez que não havia um controle rígido por parte do órgão fiscalizador – o CREA. A mobilização dos profissionais regularizados junto ao CREA do Pará que atuavam no Amazonas e as entidades de classe da área de engenharia, arquitetura e agronomia, mobilizaram-se, então, para criar o CREA do Amazonas. Desse modo seria possível garantir o mercado de trabalho aos profissionais devidamente habilitados. À frente desse processo estavam o engenheiro mecânico Raimundo Lopes Filho, então presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Amazonas (AEAA), o arquiteto Severiano Mário Porto, que presidia o departamento regional do IAB – Instituto de Arquitetos do Brasil e os engenheiros Arly Coutinho e Valdyr Brito. Em 1974, criou-se finalmente o CREA-AM, através da Resolução do CONFEA n.º 223, de 30 de agosto de 1974, sendo eleito presidente o engenheiro mecânico Raimundo Lopes Filho. Desde então muita coisa mudou. Hoje, o Conselho tem registrados aproximadamente 6 mil profissionais - reflexo da ampliação do mercado de trabalho em Manaus, bem como do número de cursos universitários oferecidos na área tecnológica. Também houve significativa ampliação da área de atuação e dos serviços prestados pelo CREA-AM. Se antes a prioridade era estruturar o Conselho para fiscalizar o exercício profissional, atualmente esta continua a ser uma de suas principais atividades, mas ao lado de muitas outras que visam garantir a ética profissional, a qualidade e segurança nos serviços executados na área de engenharia, arquitetura e agronomia, e até servir como órgão mediador em impasses que envolvam consumidor e profissional ligado ao Sistema. |
| Ex-presidentes destacam momentos importantes do Conselho Desde que foi criado, o CREA-AM teve quatro presidentes. Cada qual teve sua participação no processo de fortalecimento da entidade. A seguir, eles relatam um pouco da história do Conselho: |
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Eng.º Mecânico Raimundo Lopes Filho 1º Presidente do CREA-AM - exerceu mandato no período de 1975 a 1978 Amazonense, nascido no município de Eirunepé, foi diretor e professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Amazonas. Presidia a Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Amazonas (AEAA) quando foi eleito presidente do CREA - 1ª Região, que englobava, além do Amazonas, os estados do Acre, Roraima, Rondônia e Amapá. Exerceu também a função de Conselheiro Federal indicado pela AEAA. Na sua gestão foi criada a Mútua de Assistência. Também foi possível negociar a compra da atual sede do CREA-AM, que pertencia ao Conselheiro Agesilau Araújo, membro de tradicional família de comerciantes do período áureo da borracha. À época, conta Lopes, o Conselho dispunha de poucos recursos, pois contava com pouco mais de 300 profissionais registrados, por isso foi necessário uma verdadeira "engenharia financeira" para viabilizar a compra da sede. "O então presidente do CONFEA, Inácio de Lima Ferreira, e o presidente do CREA-SP naquele período contribuíram de forma decisiva nesse processo", destaca. Para Raimundo Lopes o motivo que o levou a se dedicar ao CREA é o orgulho da profissão. "O engenheiro cria, constrói, materializa, transforma a natureza para tornar a vida do homem mais fácil", define. Eng.º Químico Antonio Aluizio Brasil Barbosa FerreiraPresidente do CREA-AM no período de 1979-81 e de 1982-84 Foi diretor e presidente da AEAA. No Conselho, além de presidente, foi conselheiro, tesoureiro do Conselho, secretário e coordenador da Câmara de Engenharia Industrial. Durante a sua gestão à frente do CREA-AM, promoveu pela primeira vez a Semana Oficial da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia em Manaus (38ª SOEAA), considerada um sucesso à época. "A Semana inovou ao realizar palestras abertas a estudantes e demais interessados sem vínculo com o CREA-AM", conta o ex-presidente, lembrando que utilizou uma estratégia inusitada para conseguir maior público para o evento: paralelamente às cartas personalizadas enviadas aos presidentes e conselheiros dos CREAs de todo o País, sua esposa enviava uma correspondência particular às esposas desses profissionais, incentivando-as a acompanhar seus maridos nesse evento, pois seria uma boa oportunidade para conhecer as belezas naturais da região, e ainda realizar excelentes compras na Zona Franca de Manaus. Aluizio Barbosa considera extraordinária a experiência de poder se dedicar a uma entidade profissional como o CREA: "sinto-me gratificado por participar de um trabalho que ajuda a comunidade; outra recompensa é que fiz muitos amigos em todo o Brasil". Eng.º Eletricista Mecânico Ernani Villar Parente da CâmaraPresidente do CREA-AM no período de 1985-87 e 1988-90 Além da presidência, foi também conselheiro e diretor do CREA-AM. Na sua gestão iniciou o processo de informatização do Conselho, trocando um XT por dois PCs que eram usados exclusivamente para cadastro de pessoas físicas e jurídicas. Realizou as primeiras reformas no prédio, com ampliação da área frontal da casa, construção do auditório e da área de lazer nos fundos. De acordo com ele, nesse período o serviço de fiscalização teve um grande avanço: foram contratados mais fiscais, que desenvolviam o seu trabalho orientados pelas câmaras especializadas. Durante a sua gestão foram realizados três encontros de presidentes de CREAs. Foi o primeiro presidente eleito por voto direto, conforme Resolução do CONFEA. Ernani Câmara diz que desde a época de estudante sempre participou de entidades associativas; foi representante de classe, participando também da Maçonaria e do Rotary. Para ele, o exercício de qualquer profissão e a atuação à frente de um órgão profissional como o CREA-AM é sempre gratificante: "o Conselho garante ao profissional a reserva de mercado e ao consumidor, que os serviços sejam os melhores". Eng.º Civil Agamenon Nogueira NobrePresidente do CREA-AM no período de 1991-93 e 1994-96 Cearense radicado em Manaus desde 1970, Agamenon Nobre considera a conquista da lei do piso salarial para os engenheiros funcionários públicos do estado um dos fatos mais relevantes de sua administração. "O piso foi instituído em 6 salários mínimos por decreto do então governador Gilberto Mestrinho. Esta era uma reivindicação do Sindicato dos Engenheiros do Amazonas, e que teve todo o apoio do CREA", conta o ex-presidente. O deputado Eron Bezerra (PC do B) apresentou então um projeto de lei sobre a matéria na Assembléia Legislativa. "Foi a primeira derrota de Mestrinho na ALE", lembra. Entretanto, o ex-governador vetou a lei, e o processo encontra-se até hoje no Supremo Tribunal Federal para ser julgado. Agamenon frisa que durante sua administração o CREA batia de frente com o governo, mantendo-se sempre aberto para prestar informações, especialmente aos parlamentares. Ele cita ainda que durante a sua gestão foi firmado convênio com as entidades de classe para terem participação de 10% no valor das ARTs. Outra ação considerada importante em sua gestão foi a adoção do Decreto n.º 90.922, de 6/02/1985, que dispõe sobre o exercício da profissão de técnico industrial e técnico agrícola de nível médio ou de 2º grau. No que se refere à dedicação ao Conselho, Agamenon diz: "num certo ponto da vida todo profissional deve doar um pouco do seu tempo para um fim social, no meu caso, essa dedicação é feita no âmbito do CREA". Eng.º Civil Marco Aurélio de MendonçaPresidente do CREA-AM no período de 1997-99 A realização em Manaus da 55ª SOEAA e a criação do CREA de Roraima são acontecimentos dignos de orgulho para Marco Aurélio. "A Semana foi considerada a melhor da década, em termos de organização e de atrativos oferecidos aos participantes", afirma. Para ele, sua administração foi marcada por mudanças significativas, entre elas: a publicação do Informativo CREA-AM, convênios de cooperação técnica com instituições públicas e de ensino, a implantação do Receituário Agronômico, da Bolsa de Profissionais e a informatização do Conselho. "Hoje estamos ligados ao Cadastro Nacional de Profissionais, temos uma página na internet e o correio eletrônico é muito eficiente na atualização de cadastros e na troca de informações entre o CREA e os profissionais", destaca Marco Aurélio. Em sua opinião, o Conselho assumiu um papel de referência para a sociedade, prestando serviços de utilidade pública, como as vistorias em prédios públicos e em vários condomínios residenciais. "Este é um dos serviços prestados gratuitamente pelo CREA à comunidade, e que, além de consolidar a credibilidade da instituição, fortalece a imagem do profissional junto à sociedade". Para Marco Aurélio, a recompensa de atuar à frente do CREA é poder contribuir para o fortalecimento da profissão e, principalmente, para o processo de fortalecimento da cidadania, ajudando a conquistar melhor qualidade de vida para a população. |
| Seminário e jantar comemorativo marcaram a data |
![]() Para marcar a passagem dos 25 anos, o CREA-AM realizou o seminário: O profissional, o mercado de trabalho e o terceiro milênio, no auditório do Instituto Luterano de Ensino – Ulbra, e também um Jantar Comemorativo, no Tropical Hotel, em que foram homenageados 20 profissionais que se destacaram na área de engenharia, arquitetura e agronomia no Estado do Amazonas, e ainda os dois funcionários mais antigos do CREA-AM: Maria Isabel de Souza Barreto, chefe da tesouraria, contratada em 1979, e João Batista Rebelo da Silva, gerente financeiro, que começou a trabalhar para o Conselho quando no Amazonas funcionava ainda a inspetoria, em 1974. De acordo com os organizadores do evento, esta programação mostra o interesse do Conselho em buscar novas alternativas de atuação profissional na área tecnológica, considerando-se a nova concepção de mercado de trabalho que começa a se delinear nesta virada de século e de milênio. O evento contou com o apoio do CONFEA e patrocínio da Mútua – Caixa de Assistência dos Profissionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia e das seguintes empresas: Amazônia Celular, Brahma, Conlages, Construtora Aliança, Construtora Colméia, Disk-Entulho, Engeco, FM Turismo, Itaporanga – Blocos e Pavers, Jerry Materiais de Construção, Livraria Valer, Manaus Energia, Metalúrgica Magalhães, Muralha, Praxis Engenharia, Schahin Engenharia, Spark e Conspark, Supermercados Casas do Óleo, Tai Engenharia e Construções e Unipar. Participou do seminário o engenheiro civil Wilson Lang, ex-presidente do CREA-SC e chefe do gabinete da presidência do CONFEA, que ministrou a palestra: Performance de Excelência Profissional, juntamente com a engenheira mecânica Deodete Packer Vieira, ambos professores da Universidade Regional de Blumenau (SC). Abordando questões referentes à globalização, os dois palestrantes destacaram a importância de se traçar objetivos bem definidos para que o profissional obtenha um bom desempenho em qualquer que seja a área de atuação. ![]() Também como palestrantes foram convidados o Professor Atlas Bacelar, engenheiro civil diretor da Faculdade de Tecnologia da Universidade do Amazonas, para falar sobre a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação; a Eng.ª Florestal Elizabeth Brocki de Almeida e Eng.º Florestal Luís Antônio de Araújo Pinto, do Instituto de Tecnologia do Amazonas (UTAM), que mostraram algumas experiências da UTAM no que e refere ao desenvolvimento auto-sustentável na região amazônica; e a Arquiteta Cristiane Sotto Mayor, ex-aluna da ULBRA, que apresentou seu trabalho de conclusão de curso, apontando uma solução alternativa para as moradias situadas na beira dos igarapés da cidade. O engenheiro agrônomo Carlos Alonso Queiroz, ex-conselheiro federal, falou sobre o papel do CREA e as principais atividades do Conselho. |
| Profissionais Homenageados |
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Arquiteto Agesilau Souza de Araújo Eng.º Mecânico Aldo Adão Schuning Eng.º Civil Flávio Emanoel do Espírito Santo Eng.º Civil Florêncio da Cunha Batista Eng.º Civil Francisco Zangerolame Eng.º Eletricista Gilberto Ferrer Carvalho Eng.º Civil Isaac Anijar Téc. Agrimensura João Carlos Sampaio Filho Eng.º Civil Joaquim Cecílio de Q. Albuquerque Eng.º Eletricista Lázaro de Amorim Frco. Soares Eng.º Civil Manoel Pedro Osório dos Santos Eng.º Civil Nelson Ribeiro Porto Eng.º Civil Renato Aquilino Backsmann Eng.º Civil Roberto Ferreira Marques Arquiteto Severiano Mário Vieira de M.Porto Eng.º Civil Waldir Santos Brito Ex-Conselheiro Federal Eng.º Agrônomo Carlos Alonso Alencar Queiroz Ex-presidentes do CREA-AM/RR Eng.º Mecânico Raimundo Lopes Filho Eng.º Químico Antonio Aluizio Braga B. Ferreira Eng.º Eletricista Ernani Villar P. da Câmara Eng.º Civil Agamenon Nogueira Nobre Funcionários Maria Isabel de Souza Barreto João Batista Rebelo da Silva |
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