CREA-AM

Atualizado em 24/01/2011 - 14h54

País rico oferece mão de obra ao Brasil

Com a falta de mão de obra qualificada no Brasil e o excesso de profissionais sem emprego nos países ricos em razão da crise, governos e entidades de classe do exterior têm contatado empresários e associações de engenheiros e arquitetos nacionais para oferecer trabalhadores.
O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) faz a intermediação de alguns desses encontros, como aconteceu em novembro, com representantes dos Estados Unidos. Outros estão sendo feitos diretamente.

Reunidos na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, a convite do MDIC, empresários assistiram a uma exposição por videoconferência sobre o perfil e a qualificação das empresas americanas na área de arquitetura e engenharia. "Eles mostraram que têm ociosidade e capacidade para trazer profissionais e empresas para trabalhar aqui", disse José Carlos Martins, vice-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), que participou do encontro. Crise "Em razão da crise lá fora, há interesse brutal desses profissionais em vir para cá", afirmou Marcos Túlio de Melo, presidente do Confea (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), também presente ao encontro. Dos brasileiros, os estrangeiros ouviram detalhamento dos investimentos previstos nas áreas de energia, transporte, habitação e saneamento, além do passo a passo de um longo e caro processo para validar diplomas e obter autorização para trabalhar no país. O tempo pode chegar a oitos meses, e o custo, passar de R$ 15 mil. A fila de espera para entrada no país inclui engenheiros e arquitetos americanos, espanhóis, italianos, portugueses e ingleses, além de chilenos e argentinos. Contrapartidas Para o Brasil, encurtar esse processo depende de contrapartidas. Representantes dos trabalhadores querem aproveitar o interesse e abrir oportunidades para brasileiros nesses países ricos. "Eles tiveram seu momento de expansão e não flexibilizaram [regras] para a gente. Pode ser feito um acordo bilateral de longo prazo. Hoje, a gente não consegue entrar no mercado europeu", disse Melo, que já se reuniu com representantes dos EUA, da Espanha, do Chile e de Portugal e aguarda um encontro formal com o Reino Unido. "Queremos contrapartidas e aguardamos manifestação deles", disse. Segundo ele, o número de pedidos de registro de estrangeiros triplicou em 2010. Procurado por representantes da Itália, da Espanha e da Argentina, o presidente do Crea (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) do Paraná, Álvaro Cabrini, disse que todos ficaram de formalizar os pedidos, "mas até agora não chegou nada". "Tenho recebido pedidos para validar diplomas de engenheiros, mas do Mercosul, principalmente, da Argentina." Em novembro do ano passado, ele se reuniu com o cônsul argentino para negociar um acordo bilateral que simplifique o processo de entrada no Brasil. "O Confea exige tradução do diploma, o que tem um custo de R$ 8.000 a R$ 15 mil. Podemos abrir mão disso, já que, no processo, uma universidade já validou o diploma. Isso facilita o trânsito." Mas diz que "há resistências da Argentina em receber profissionais brasileiros". Fonte: Confea Ascom CREA-AM
compartilhar: compartilhar no facebook   compartilhar no twitter



Veja mais

24/02/2017
Atividades do Crea Jr-AM são destacadas em nível nacional
24/02/2017
Confea terá assento em GT do Microempreendedor da Presidência da República
23/02/2017
Crea-AM apoia criação da Associação dos Engenheiros de Segurança do Trabalho do Amazonas e da Câmara Especializada de Engenharia de Segurança do Trabalho
23/02/2017
Saiba mais sobre os cursos do Conpej para os meses de março e abril
22/02/2017
Crea-AM identifica irregularidades durante fiscalização nos barracões de escolas de samba
22/02/2017
Crea-AM sedia reunião do Comitê de Integração de Obras Públicas
22/02/2017
Em defesa da Engenharia e Agronomia - Presidente do Crea-AM critica sobreposição de atribuições de outros Conselhos em Encontro dos Líderes
22/02/2017
Presidente do Confea participará de audiência com o presidente da Petrobras
22/02/2017
Caixa Econômica e Creas discutem melhorias dos serviços bancários
22/02/2017
Modesto Ferreira dos Santos é reeleito à frente do Colégio de Presidentes